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Educadores participam de encontro para aperfeiçoamento nos programas de Educação Emocional da ASEc+

Nos sábados do mês de março, a ASEc+ (Associação pela Saúde Emocional) realiza encontros para aperfeiçoamento nos programas Amigos do Zippy, Amigos do Maçã, Passaporte e SPARC Resiliência, na modalidade remota, para educadores de escolas parceiras das cidades de São Paulo e do ABC paulista.

Os encontros de aperfeiçoamento têm o objetivo de aprimorar os conceitos que são comuns a todos os programas, e trabalhar as posturas do professor, relacionando-as inclusive, com seu dia a dia. Segundo Elvira Rindeika, facilitadora das formações, o desafio de se trabalhar com professores tão experientes nos programas é fazê-los perceber que muitos de seus comportamentos são as habilidades socioemocionais impregnadas em si mesmos, e que por já estarem tão fusionados ao seu modo de ser, não as percebem como tal.

Elvira explica que o grande diferencial dessas formações é que existe muita empatia entre os educadores. “A partir do momento em que eles se sentem seguros e se apropriam do programa, sentem liberdade para criar. Não significa que modificarão as atividades, mas que podem fazer de formas diferentes. Além disso, praticamos o conteúdo dos programas, o “leque de opções”, que é comum a todos eles, além de trocar sugestões e materiais. O grupo é nosso contato e, apesar de acontecer em sábado, o encontro é muito descontraído”, conta Elvira, com animação.

A professora Giseli Gobbi, do Liceu Santa Cruz, de São Paulo, fez parte da primeira formação do Amigos do Zippy, em 2004, ocasião em que o desenvolveu com seus alunos. Mesmo com a experiência acumulada nesses 18 anos, Giseli percebe que os encontros ainda são produtivos para ela. “Todos os encontros são muito ricos. Por mais que eu tenha muitos anos de experiência, a troca entre os professores é importantíssima, pois aumenta ainda mais o meu leque de opções, diante das dificuldades. O último encontro foi maravilhoso para que eu pudesse refletir sobre algumas questões e perceber as mudanças positivas que eu obtive com a realização dos programas”, explica.

Os professores também são convidados a participar da palestra “Falando de morte com a criança”, proferida pela professora Dra. Elaine Alves, do Laboratório de Estudos sobre a Morte (LEM), do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e, ao final do ano, do último encontro para que compartilhem suas experiências e seus sentimentos.

Parcerias de longa data

Assim como o Liceu Santa Cruz, a escola Terra Mater, de São Bernardo do Campo, também mantém uma parceria duradoura com os programas da ASEc+. “Fomos uma das primeiras escolas a aderir ao programa Amigos do Zippy, há mais de 15 anos. Implantamos de imediato o Amigos do Maçã, logo que foi disponibilizado, assim como os demais”, relembra a coordenadora pedagógica Maria de Lourdes da Silva, que atua há 28 anos nessa escola.

Para Lourdes, as crianças da Terra Mater são tranquilas porque sabem identificar, nomear e cuidar de seus sentimentos, antes de resolverem problemas. Ela comenta que com as aulas dos programas, os alunos se sentem acolhidos e seguros para desenvolver habilidades e, principalmente, para resolver conflitos, que normalmente são comuns entre seus colegas. “Venho observando que as crianças se tornam mais seguras e mais capazes de resolver problemas e buscam ajuda quando sentem que não conseguem resolver sozinhas. São mais

solidárias e afetivas. Além disso, percebo ganhos para a própria aprendizagem, pois alunos com boa convivência e estruturados, aprendem melhor”, explica a coordenadora.

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